Neste último dia do ano da (des)graça de 2015, quero
esquecer os dias maus, os medíocres e os jeitosinhos. Estou fartinho de ouvir e
de dizer “tem de ser”, “é melhor que nada”, “pelo sim pelo não”, “quem espera
sempre alcança”, “mais vale tarde que nunca”. Fartinho, porque 90% do que fiz
teve de ser, o pouco que ganhei foi melhor que nada, pelo sim pelo não, resisti
ao desassossego, porque quem espera
sempre alcança e, ainda que não tivesse melhorado nada , aguentei este ano quase todo patético, porque continuei
a acreditar que mais vale aguentar, que
mais tarde tudo melhora e que mais vale tarde
que nunca. Ano patético.
Em 2016, quero Fazer e
Dizer o que me apetecer com o cuidado de não provocar más emoções, ou seja,
Fazer e Dizer o que me apetecer com a cortesia que diferencia a diplomacia da grosseria. Com
quatro “ias”, prevejo um Ano Novo difícil. Assim, Desejo que seja o Melhor Ano
para Mim e para Quem Merece Mesmo ter um Ano Melhor! Hum… Tantos “M”.
Pelo sim pelo não, e porque é preciso prever que quem tudo
quer tudo perde e é de bom senso ter presente que nem tanto ao mar nem tanto à
terra, o meu aninho patético termina, a esta horinha e minuto primeiro do trigésimo
primeiro dia de dezembro de 2015.
Sejam felizes!
Vírus :)
